Sintomas como dores de cabeça, pescoço e ouvido podem ser confundidas com outros problemas e retardar o tratamento

Segundo um estudo feito recentemente nos Estados Unidos, cerca de 22% da população sofre com Dores Orofaciais. Mas o que exatamente são essas dores? Bem, são sintomas desagradáveis que atingem a cabeça, face, ombros, pescoço e as articulações atrás das bochechas. Apesar de não ter cura, esse problema tem controle e se você sofre com isso, vai querer saber como isso funciona.

Classificada como uma das articulações mais complexas do corpo humano, as ATMs (articulações temporomandibulares) ficam localizadas atrás das bochechas, perto do ouvido, e são responsáveis pelos movimentos de abre e fecha da boca, fala e mastigação. Quando elas apresentam alguma falha, principalmente por estafa, podem causar essas tais dores.

As dores podem se misturar e confundir mesmo, pois nem todas as cefaleias são causadas pelas DTM, por exemplo. Mas o cirurgião-dentista especializado no assunto saberá identificar isso e, se necessário, encaminhar a pessoa para outro profissional
As dores podem se misturar e confundir mesmo, pois nem todas as cefaleias são causadas pelas DTM, por exemplo. Mas o cirurgião-dentista especializado no assunto saberá identificar isso e, se necessário, encaminhar a pessoa para outro profissional

Foto: Sheftsoff Stock Photo / Shutterstock

“Os sintomas se apresentam como limitações para abrir e fechar a boca, dor ao mastigar ou falar muito, dores de cabeça, na face, no pescoço, click ao movimentar a boca e até dores de ouvido”, diz Mariele Pototski Amenábar, cirurgiã-dentista especialista em Dor Orofacial.

Difícil diagnóstico
Como esses sintomas citados acima são muito gerais é muito comum confundir a DTM (disfunções temporomandibulares) com outros problemas. “E é justamente por isso que na maioria das vezes uma pessoa com DTM já passou pela avaliação de diversos profissionais antes de chegar ao consultório odontológico, sem ter tido melhoras significativas ou um diagnóstico correto”, diz a especialista.

A princípio algumas dores podem se misturar e confundir mesmo, pois nem todas as cefaleias são causadas pelas DTM, por exemplo. Mas o cirurgião-dentista especializado no assunto saberá identificar isso e, se for necessário, encaminhar a pessoa para outro profissional.

Avaliação em todos
“Como a prevalência de DTM na população é muito alta, todos os pacientes que vão a um consultório odontológico deveriam passar por uma avaliação para o problema no exame de rotina. Através de um pequeno questionário o dentista pode detectar o problema para então tratar este paciente ou encaminha-lo a um especialista”, diz Mariele.

Feito este diagnóstico, o especialista irá definir o plano de tratamento para cada paciente individualmente, tornando o papel da equipe multidisciplinar essencial para tratar este paciente. “Existem hoje diversas áreas que atuam como coadjuvante da odontologia para melhorar a qualidade de vida desses pacientes e trata-los de maneira completa, como fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia”, diz a especialista.

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Mudança de hábitos
Assim como a DTM não tem uma causa específica, seu tratamento não tem receita de bolo, mas é possível, e recomendado, tentar controlar alguns hábitos que podem ao longo dos anos causar traumas na ATM.

“Hábitos como apertar os dentes (bruxismo), roer unhas, morder lápis, mastigar excessivamente forte e mascar chicletes o dia todo podem facilitar o aparecimento do problema”, diz Mariele.

No entanto, esses fatores não irão causar tais sintomas se a pessoa não tiver uma propensão a ter a disfunção. “Traumas emocionais como estresse no trabalho ou perda de um ente querido também podem desencadear a DTM em pessoas já propensas a ter”, diz a especialista.

Alias, esses tipos de traumas são uns dos responsáveis pelo aumento das DTMs entre a população mundial. “Acredito que a correria do dia a dia, stress, pressão por sucesso, situação econômica e tantas incertezas presentes nos dias de hoje ajudem também a um aumento nos casos de pessoas que apresentam DTM”, diz Mariele.

Fonte – Uol Noticia