Desordens Temporomandibulares – Aspectos Clínicos e Guia para a Odontologia e Fisioterapia Temporomandibular

Disorders – Clinical Aspects and a Guideline to Odontology and Physiotherapy

Rodrigo PIOZZI* Flávia Chiquito LOPES**

PIOZZI, R.; LOPES, F.C. Desordens temporomandibulares – Aspectos clínicos e guia para a Odontologia e Fisioterapia. JBA, Curitiba, v.2, n.5, p.43-47, jan./mar. 2002.

Uma parcela da população sempre procura os serviços odontológicos pela presença de dores, porém muitas dessas dores não são de origem dentária, mas sim devido a desordens temporomandibulares, que vem cada vez mais tendo importância pela sua maior ocorrência. As causas dessas desordens ainda não são bem definidas, mas os fatores contribuintes para elas são conhecidos e podem ser minimizados e até controlados. O objetivo deste trabalho é mostrar uma forma de guia para facilitar o diagnóstico e, a partir deste, indicar ao paciente uma forma de tratamento simples, com resultados satisfatórios e com procedimentos não-invasivos, que todo Cirurgião-dentista clínico geral pode fazer. A Fisioterapia, por sua vez, atua nas DTMs com a sua função na necessidade de reabilitar o paciente como um “todo”, auxiliando no reconhecimento dos demais membros envolvidos e buscando restabelecer as funções ortopédicas e musculares debilitadas.

INTRODUÇÃO Apesar dos avanços científicos e técnicos da Odontologia, a grande maioria da população ainda procura os serviços odontológicos quando da presença de dores, e estas são geralmente de origem dentária; porém, essa procura dos pacientes aos Cirurgiões-dentistas vem cada vez mais aumentando, devido a dores faciais que, muitas vezes, podem debilitar os pacientes e desafiar os profissionais da saúde quanto ao diagnóstico e tratamento. A dor orofacial representa um importante aspecto do tratamento dental, facial e bucal. Essas dores podem ter origens somáticas, com dores profundas (visceral, musculoesqueletal, periodontal, desordens temporoman dibulares, ósseas, tecido conjuntivo) ou superficiais (mucogengival e cutânea). A literatura a esse respeito vem evoluindo à medida que, cada vez mais, há um maior número de pacientes portadores das Desordens Temporomandibulares (DTMs) e estas são largamente estudadas, para separar as diferentes causas e buscar os tratamentos mais adequados para cada situação clínica. Porém, ainda são controversas as opiniões dos autores em relação à causa e ao tratamento destas disfunções. O tratamento das DTMs está relacionado com a especialidade da prótese dentária, porque antigamente achava-se que os problemas articulares estavam relacionados com as próteses odontológicas e as interferências oclusais, e hoje sabe-se que isso nem sempre é verdade. A Fisioterapia, por sua vez, atua nas DTMs com a função de reabilitar o paciente como um “todo”, auxiliando no reconhecimento dos demais membros envolvidos e buscando restabelecer as funções debilitadas

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