Stacey Gabriel, geneticista de instituto criado por Harvard e MIT, lidera lista

Biomedicina
Cientistas em laboratório do Instituto Broad, de Cambridge (EUA) – Len Rubesntein/Broad

A Thomson Reuters, empresa que monitora a produtividade mundial de nas áreas de ciência e inovação, divulgou nessa quinta-feira (15) um relatório que lista os cientistas com trabalhos mais citados nos últimos 11 anos. As áreas de biomedicina e ciência dos materiais concentram a maioria dos pesquisadores estrela.

Para fazer a lista, a Thomson Reuters contou ou número de artigos científicos produzidos por cada pesquisador que ficaram na fatia de 1% dos trabalhos mais citados do estudado (2005-2015). Quanto mais artigos “quentes”, melhor posição os cientistas obtiveram no ranking.

No topo da lista está a geneticista Stacey Gabriel, do Instituto Broad, de Cambridge (EUA), com 25 artigos quentes. Criado pela Universidade Harvard e pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), instituto lidera o Atlas de Genoma do Câncer, que mapeia genes ligados a diversos tipos de tumor.

A iniciativa gerou um impacto tão grande na área de pesquisa sobre oncologia que outros cinco pesquisadores do Broad estão entre os 19 mais citados da década, destacados pela Thomson Reuters. Um deles é Eric Lander, que foi um dos líderes do Projeto Genoma Humano, e continua a ser altamente citado na pesquisa de câncer.

Outro cientista na lista é Feng Zhang, do MIT, um dos pioneiros no desenvolvimento da tecnologia CRISPR, que está revolucionando a biologia como uma técnica rápida e barata para fazer alterações genéticas precisas em organismos. Em menos de uma década ele foi capaz de produzir 14 estudos “quentes”.

Brilha o sol

Entre os 19 cientistas destacados pela Thomson Reuters, 7 são da área de física e 6 deles de ciência dos materiais. Henry Snaith, da Universidade Oxford, produziu 24 estudos “quentes” pesquisando a perovskita, um mineral que está revolucionando a eficiência e o custo de painéis de energia solar. Estudos sobre o material renderam destaque a outros 3 físicos que ficaram no topo da lista.

A nanotecnologia, que pesquisa materiais estruturados na escala de milionésimos de milímetros, também teve destaque.

Ciência brasileira

Além da lista dos 19 cientistas superstars, a Reuters divulgou um relatório com nomes dos 3.000 pesquisadores mais citados da última década, mas sem divulgar sua quantidade de estudos “quentes”. Quatro deles estão em atividade no Brasil.

Um deles é o climatologista Paulo Artaxo, da USP, que estuda o papel de partículas aerossóis na atmosfera, o clima da Amazônia e a mudança climática. Os outros são Álvaro Avezum, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, Ado Jorio, físico da área de óptica na Universidade de Minas Gerais e Sven Wunder, economista do Cifor (Centro para Pesquisa Florestal Internacional).

Fonte de Noticia – Correio do Estado

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